
Em 2 de março de 2026, a Aloha Spirit Mídia publicou a matéria ‘A revolução silenciosa da va’a no turismo brasileiro’. A reportagem abordou a expansão da canoa polinésia, a va’a, no turismo brasileiro. A matéria destacou Santarém (PA) como polo emergente dessa movimentação.

Caso Santarém (Amazônia)
O Santarém (PA) é citado como caso de sucesso na matéria, com destaque para a atuação da Santarém VA’A. À frente da iniciativa está o empreendedor Denis Renê, que conduz a oferta turística local com foco na experiência amazônica.
A operação inclui passeios contemplativos, como o Encontro das Águas e Alter do Chão, voltados à observação das paisagens e dos pontos emblemáticos da região. Essas opções aparecem como parte importante da programação para visitantes que buscam contato com a natureza.
Além dos passeios curtos, a Santarém VA’A promove expedições imersivas com duração de até seis dias pelos rios Arapiuns e Tapajós. As jornadas são desenhadas para aprofundar a vivência nos ambientes fluviais e nas comunidades ribeirinhas.
As expedições oferecem serviço completo: barco de apoio, hospedagem em redes, alimentação a bordo e equipe com cozinheiro e enfermeira, garantindo suporte logístico e de saúde durante as travessias. Esse formato consolida a proposta da operação como referência no turismo experiencial em Santarém.

Impacto socioeconômico e conservação
A va’a tem se mostrado um vetor de desenvolvimento que une turismo e proteção ambiental, ancorado no modelo de Turismo de Base Comunitária (TBC) que fortalece comunidades ribeirinhas e gera renda local. Esse formato direciona benefícios econômicos diretamente às famílias e iniciativas locais, criando alternativas sustentáveis de subsistência.
Para o secretário de Turismo de Santarém, Emanuel Júlio Leite, a canoagem “integra conservação ambiental, inclusão das comunidades ribeirinhas e geração de renda”, ressaltando o caráter simultaneamente social e ambiental da prática. A lógica é clara: atividades na natureza promovem inclusão social ao mesmo tempo em que incentivam a proteção dos ecossistemas.
No cenário pós-pandemia, o empreendedor Denis Renê observou aumento da procura por atividades ao ar livre, fenômeno que reforça os impactos econômicos positivos da va’a. Esse crescimento de demanda potencializa oportunidades de renda para guias, operadores turísticos e artesãos locais, consolidando a va’a como instrumento de desenvolvimento comunitário e conservação.

Expedições e comunidade de praticantes
O grupo de WhatsApp Travessias e Expedições reúne mais de 700 membros. Trata-se de uma comunidade de praticantes.
As expedições incluem visitas a comunidades ribeirinhas e contato com o artesanato local. As travessias são descritas como imersivas e contemplativas.

Outras cidades e alcance urbano
A va’a tem ampliado seu alcance nas cidades brasileiras, revelando novas paisagens urbanas para remadores. Em Salvador (BA), remadores contemplam o Farol da Barra por um novo ângulo.
Em Porto Alegre (RS), projetos têm democratizado o acesso às águas do Guaíba, aproximando moradores das práticas de va’a. Essas iniciativas mostram como o esporte chega a públicos urbanos antes pouco alcançados.
No Brasil, a costa marítima extensa e a grande oferta de rios e lagos navegáveis são citadas como potencial para expansão da va’a. Esses exemplos urbanos sinalizam o potencial de crescimento da modalidade nas cidades.

Autor e veículo
Assinou a matéria o antropólogo Luciano Meneghello, mestrando em jornalismo pela UFSC e editor‑chefe do Aloha Spirit Mídia. O veículo responsável é o Aloha Spirit Mídia, portal brasileiro especializado em water sports.

A matéria reforça que a va’a ainda está na ponta do iceberg do esporte no Brasil e projeta que ela ainda vai crescer muito no país. Essa perspectiva posiciona a va’a como modalidade em expansão, com potencial de gerar desenvolvimento econômico.
Na reportagem, a va’a é apresentada como veículo de saúde, bem-estar, desenvolvimento social e desenvolvimento econômico, ressaltando benefícios físicos e impacto positivo nas comunidades envolvidas. Esse enquadramento amplia a compreensão da va’a além da competição, conectando esporte e sociedade.
Ao final, a publicação inclui um convite para receber notícias do universo dos esportes de água via WhatsApp, oferecendo atualização direta aos interessados. É uma opção prática para acompanhar a evolução da va’a e das demais modalidades aquáticas.
