O GKA Kite‑Surf World Cup Cape Verde ocorreu entre 16–21 de fevereiro de 2026, instalado em Ponta Preta / Kite Beach, Sal, Cabo Verde, reunindo atletas e equipes na famosa enseada da ilha. A disputa contou com um campo de 24 homens e 16 mulheres, e atraiu competidores de mais de 13 nacionalidades.
A ausência mais notada foi a de Pedro Matos, campeão mundial masculino 2025, que não participou do evento. A janela de competição foi marcada por vento fraco e swell reduzido, condições meteorológicas que delinearam o cenário técnico durante os dias de prova.
Destaques do evento
As fases iniciais trouxeram notas que acenderam o placar. Nicola Abadjiev surfou uma onda de 8,00 pontos na Round 2 e mostrou intensidade técnica. Airton Cozzolino registrou um total de 15,77 (soma de duas ondas), a maior nota do evento até então.
A semifinal teve momentos de tensão e superação. James Carew marcou 8,33 na semifinal e, em um ato de resistência, teve o kite caído na água durante a bateria; ele relançou e avançou para a final.
Os duelos decisivos definiram as últimas fases. O wildcard australiano Woodley Hall avançou até as quartas de final, onde Sebastien Ribeiro virou o placar com uma onda decisiva de 6,67 contra Woodley Hall. Na semifinal, Sebastien Ribeiro novamente se destacou com 8,97 na disputa contra Matchu Lopes, que por sua vez eliminou Airton Cozzolino em um heat no penúltimo dia.
DESTAQUES:

Brasileiros em destaque
Os brasileiros tiveram momentos-chave na competição. Artur Morais enfrentou Gabriel Benetton na Round Four e foi eliminado por Benetton, encerrando sua participação nessa fase.
Em outra atuação relevante, Everton Martins avançou da Round 2, garantindo sua classificação além dessa etapa e mantendo a presença brasileira entre os competidores.
Resultados
O pódio final foi decidido de forma atípica e compartilhada. O primeiro lugar (compartilhado) ficou com James Carew e Sebastien Ribeiro, enquanto o terceiro lugar (compartilhado) coube a Matchu Lopes e Gabriel Benetton.
As finais não foram concluídas por falta de luz/anoitecer, e o evento foi encerrado adotando a divisão de primeiro lugar como resultado oficial.
A abertura da temporada 2026 da GKA World Tour teve um desfecho definido pela capacidade de adaptação da organização. Apesar das condições marginais, a competição avançou dentro da janela disponível, garantindo a sequência das baterias e o cumprimento do cronograma. Essa condução reforça a competência operacional diante de cenários desafiadores.
O destaque multimídia segue como prioridade: um highlight video será publicado ao final do evento e, ao término da competição, um relatório escrito será divulgado com o balanço das atividades. Com a organização demonstrando habilidade para avançar o evento dentro da janela disponível mesmo sob condições marginais, a expectativa já se volta para a próxima edição.