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O FREESTYLE MUNDIAL PELA GKA

  ( Foto de destaque: divulgação / rider: Youri Zoon / Foto: André Magarao )     Nos últimos anos, a liga mundial profissional de kiteboarding freestyle sofreu muitas alterações e transições. Para 2019, os campeonatos mundiais da modalidade, estarão sob a liderança da GKA – Global Kitesports Association.     Com tantas mudanças passadas e um futuro incerto sobre a modalidade, surgiram dúvidas e incertezas dentro da comunidade, tanto para os atletas quanto para o público que é amante do freestyle.     A partir de 2019, o kiteboarding profissional de freestyle será, oficialmente, representado pela Global Kitesports Association (GKA), com o objetivo de ajudar esta disciplina, imensamente popular, a recuperar a confiança do seu público.     Agora, a GKA irá realizar os dois eventos mundiais: a GKA Kite-surf World Cup, para as modalidades wave e freestyle strapless, e a GKA Freestyle World Cup, para a modalidade de freestyle.     Em uma união de forças com a KRU – Kite Riders United, organização que representa os atletas profissionais do freestyle, e um histórico de eventos bem elaborados, a GKA traz uma revigorante força para essa modalidade cheia de adrenalina e manobras incrí­veis.     “A fim de unificar o futuro do kiteboarding, o WKC decidiu unir forças com o GKA, para que todas as disciplinas da competição possam, agora, ficar sob um único “guarda-chuva”. Esperamos que isso dê mais poder ao esporte e ajude a criar um tour de sucesso e sustentável, com a mesma sistemática de freestyle que já conhecemos. A nova turnê, também, abrirá as portas para diferentes formatos, como o Big Air. Na minha opinião, o kiteboarding não é apenas sobre uma única disciplina, mas sobre todas as disciplinas juntas para criar uma imagem forte para o nosso querido esporte”, vislumbra o presidente da KRU e atleta profissional, Youri Zoon.     O secretário geral da GKA, Dr. Jí¶rgen Vogt, esclareceu os pontos principais e mais favoráveis dessa união: “Esta estrutura de governança, mutuamente acordada, traz clareza para a comunidade de kite sports em gera,l e é a base para um desenvolvimento próspero de nosso esporte e para a vantagem de riders profissionais em todas as disciplinas. Uma turnê mundial com duas disciplinas (wave e freestyle) sob um mesmo guarda-chuva, agora, cumpre o pressuposto de aumentar a conscientização pública sobre esse esporte e torná-lo ainda maior. Atletas profissionais de todas as modalidades envolvidas serão capazes de construir sua carreira profissional com base em uma turnê mundial confiável, sustentável e financeiramente forte. ”     O calendário 2019 para os eventos do GKA Kite Word Tour estará disponí­vel em breve para o público poder acompanhar.     Mais informações, veja: https://www.global-kitesports.org/       ( Official Art / GKA Content )      

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PIÚMA KITE FEST 2019

  ( Foto de destaque: divulgação / Foto: www.pedropaulocorretor.com.br )     Neste final de semana, entre os dias 05 e 06/01, o litoral capixaba irá receber o Piúma Kite Fest. O evento conta com a presença de atletas profissionais e com várias modalidades do Kitesurf.     A costa do Espí­rito Santo recebe ventos fortes quase o ano todo, onde a alta temporada vai de julho a março. Para aproveitar esse potencial da região e divulgar mais o kitesurf no litoral, foi organizado o Piúma Kite Fest.     O evento conta com a participação de atletas de todo o Brasil e vários pro riders da cena do kite, como Felipe Macedo e Carlos Madson.     Todos eles serão desafiados em diversas modalidades: – Regata twintip: iniciante, open e expert e feminino; – Primeira Regata Hydrofoil do Estado – Big Air     “A previsão é boa! Teremos ventos entre 15 a 25 nós no quadrante nordeste. A praia onde vai rolar o campeonato, no Piúma Kite Point, conta com um mar calmo, pequenas ondas e profundidade média. É um balneário que fica entre ilhas, e que recebe ótimos ventos para todas as modalidades. Esperamos atletas de todo o Brasil! Já temos confirmados, riders de diversos Estados: Amapá, Maranhão, Ceará, Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro. Tem tudo para ser um sucesso!” – explica, Felipe Macedo, atleta profissional e organizador do evento.     O evento é uma realização da Macedo Kite Store e conta com o patrocí­nio da Selita, Unimed Sul Capixaba,  Duotone Kiteboarding, Cofril, CEMA, Marinner, Atum do Brasil, Construbom Sul.     Mais informações para as inscrições, confira os contatos aqui: https://www.macedokitestore.com/     As iniciativas de eventos regionais são muito importantes, pois desenvolvem e agregam valor a todos os segmentos do kitesurf.       ( Arte oficial do evento Piúma Kite Fest / PKF Content )      

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CALENDÁRIO DO CIRCUITO MARANHENSE DE KITESURF

  ( Foto de destaque: divulgação / Artes oficiais dos eventos / OKP Content )     O Circuito Maranhense de Kitesurf já tem o calendário definido. As datas estão disponí­veis para que os atletas e amantes do esporte possam se planejar para participar dos eventos. “O calendário 2019 sendo entregue com antecedência, viabiliza o deslocamento de atletas de fora do Estado e garante a programação de férias e folgas para nossos atletas! Essa necessidade surgiu devido a profissionalização de nossos eventos e da constante solicitação por parte dos atletas! Como exemplo, temos um velejador Piloto (Carlos Augusto), PLA ( piloto de linha aérea), que já confirmou presença em nossas etapas devido ao calendário ter saí­do previamente. Planejando com antecedência, tanto os atletas e organizadores, como os patrocinadores, ganham tempo para melhor se programarem. Pretendemos manter a antecedência nos Avisos de Regatas de pelo menos 6 meses!” – reforça Rogério Luna, da Ocean Kite Point, organizador dos eventos.     O Maranhão já é referência no esporte e está se destacando, principalmente, na modalidade de hydrofoil. O atleta maranhense, Bruno Lobo, é tricampeão brasileiro na modalidade e estará representando o Brasil nos Jogos Panamericanos deste ano, em Lima, Peru (veja mais aqui).     Circuito Maranhense de Kitesurf:     – 17 e 18/08: 1ª Etapa de Hydrofoil     – 31/08: Piloto Reveza-Kite     – 08/09: Regata da Ilha     – 21 a 22/09: 1ª Etapa de Kitewave     – 28/09: Reveza-Kite     – 19 a 20/10: 8º Campeonato Maranhense de Kitesurf (1ª etapa)     – 19/10 a 20/10: 2ª Etapa de Kitewave     – 26 a 27/10: Big Air     – 02 a 03/11: 8º Campeonato Maranhense de Kitesurf (2ª etapa)     – 17 a 17/11: 3ª Etapa Kitewave     – 20/11: Downwind Azul     – 30/11 a 01/12: 2ª Etapa Hydrofoil     – 07/12: Downwind de Natal     Para mais informações e inscrições nos eventos, confira o AQUI.     Sempre destacamos que iniciativas de eventos regionais desenvolvem e agregam valor ao nosso esporte. Confira, também, o calendário completo de Eventos de Kite.        ( Arte oficial do 8º Campeonato Maranhense de Kitesurf )      

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ENTREVISTA LKB COM A BOARDS AND MORE BRASIL

A LKB foi convidada para conhecer a sede da Boards & More Brasil em Itajaí­, Santa Catarina. A empresa, dona das marcas Duotone e Ion, concedeu uma entrevista para esclarecer as principais dúvidas dos seus clientes e do mercado.     O bate-papo foi muito legal e cheio de informações importantes. Para você que perdeu essa entrevista ao vivo ou quer relembrar algumas informações, selecionamos os tópicos mais importantes e pontuamos aqui de uma forma resumida.     Entrevistado: Bruno Nogueira – Diretor da Boards & More Brasil      – O que fez a B&M ter reposicionado a marca como Duotone no segmento de kitesurf?      B&M: Antigamente, quando a empresa criou seus designes de equipamentos de kite, foi feita uma parceria com a North Sails, que sempre desenvolveu produtos de windsurf e de vela. A Duotone preferiu colocar uma marca própria no mercado ao invés de manter o trabalho com uma empresa que estava limitando algumas coisas e em desacordos comerciais. Com mais de 20 anos de experiência e com toda a parte de desenvolvimento já feita, preferiram montar uma própria empresa e posteriormente vir para o Brasil.     – A Boards and More tem um CNPJ no Brasil? Quais são os benefí­cios disso ?      B&M: Sim, faltava um profissionalismo dentro da cadeia de distribuição no Brasil. As necessidades das escolas, lojistas ou qualquer profissional, tinham a demanda reprimida e uma dificuldade para conseguir a quantidade de equipamentos necessários.     Tivemos que fazer um estudo na parte de logí­stica, importação, financeira, contábil e jurí­dica, para entender tudo isso e solucionar os problemas do mercado. A partir disso, montamos a B&M Brasil, que é uma filial da empresa alemã. E estamos em Itajaí­, Santa Catarina, pela facilidade de logí­stica que a cidade oferece e que o local proporciona, refletindo em uma melhora geral do processo comercial, vendas de produtos e peças de reposição e manutenção.       – Por que o nome: Duotone?       B&M: O nome Duotone faz referência a “dois tons”, uma nomenclatura utilizada no meio artí­stico, musical e de esportes. Já era uma marca que a B&M detinha os direitos autorais mundialmente, utilizada, anteriormente, no segmento de snowboard. Com o reposicionamento, ela decidiu trazer “Duotone” para nomear a marca de equipamentos de kite.     – Posso ser um revendedor da marca? O que é necessário?      B&M: Sim, com essa expansão, estamos revendo a nossa rede de distribuição no Brasil. Para ser um revendedor são analisados alguns requisitos, começando por projetos interessantes focados na expansão do esporte e do mercado de kitesurf. Basicamente, é necessário um CNPJ, estar trabalhando nas vias legais, ter um capital para investimento, geralmente, uma loja ou ponto fixo. Estamos tentando sair da informalidade do kite para tentar trabalhar da forma como se vê em outros segmentos esportivos no Brasil.     – Pergunta de ouro de MUITOS clientes! Com o aumento da importação, existe alguma estratégia para diminuir taxas e melhorar o valor final do produto?      B&M: Existem várias coisas em andamento. Um dos motivos de estar em Santa Catarina é que eles oferecem algumas facilidades e benefí­cios fiscais na parte de importação, então, vai levar um tempo, mas já estão em andamento alguns processos que devem melhorar os valores para os próximos anos. Teve, também, a questão do dólar e da instabilidade econômica e crise, onde o dólar estava variando demais. E, agora, com as novas polí­ticas econômicas que o novo governo quer implementar, as tributações devem cair e vamos tentar trabalhar para equalizar ou chegar a valores próximos dos produtos na Europa e EUA.     – Todos o processos de projeto, desenho e fabricação dos produtos e equipamentos seguem os mesmos?      B&M: Sim, a equipe da B&M é a mesma. Tanto para projetistas, designers e produção, como, também, atletas, team managers e brand managers, a estrutura segue igual. Os projetos e modelos dos equipamentos são, exatamente, os mesmos. Essa parte sempre foi de autoria da B&M com os direitos reservados.     – Os valores dos equipamentos são tabelados? Como faço para saber os preços e como faço para encontrar?      B&M: Sim, no mundo inteiro, de acordo com o custo de cada paí­s, temos um preço de venda sugerido para que se mantenha um padrão e um ní­vel de serviço no mercado. Dessa maneira, buscamos evitar algumas irregularidades e más práticas que acontecem, como canibalização de preço. Dependendo da demanda e quantidade, existe uma margem oficial que o vendedor pode trabalhar.     Já temos representantes com essas tabelas de preços em, praticamente, todos os Estados. E, em breve, estaremos com o site internacional atualizado, onde você tem o “dealer finder” e poderá encontrar todos os lojistas oficiais do Brasil: https://www.duotonesports.com/       – Como funciona a garantia ao comprar o equipamento no Brasil? E se eu comprar no exterior?      B&M: Existe um protocolo, um formulário de entrada para essa garantia. Geralmente, o procedimento é através do lojista onde foi efetuada a compra. E, com todas as informações, nota fiscal, garantia em dia (um ano para kite e dois anos para pranchas), caso seja uma garantia real e não mal uso, a troca é efetuada sem nenhum problema. Em caso de ser um produto comprado em outro paí­s, não é muito comum, mas existindo a documentação e a comprovação de que não existe uma atividade ilegal, como contrabando, a garantia pode ser aplicada, também.     – Onde podemos encontrar informações especí­ficas de cada produto da marca?      B&M: O nosso site tem um espaço informativo onde o cliente pode, de acordo com as necessidades e gosto dele, identificar quais são as caracterí­sticas dos equipamentos e saber qual é o que se adéqua melhor para o seu tipo de velejo. Em breve, isso estará tudo em português, e, então, teremos mais informações circulando no mercado.     – Alguns jovens talentos andaram nos buscando e perguntando: “Como posso ser patrocinado pela Duotone? Como posso ganhar um desses?!”. Vocês tem alguma iniciativa para

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DESCUBRA OS BONS VENTOS DO CEARÁ

  Publieditorial (Photo de destaque: Praia de Jericoacoara – Ceará / Governo do Estado do Ceará content)   As belezas naturais e os Bons Ventos fazem do Ceará uma das regiões mais famosas e procuradas do mundo para o turismo de aventura, principalmente, pelos velejadores e entusiastas do Kitesurf e Windsurf.   São muitos os vilarejos charmosos e “cantinhos especiais” a serem descobertos por toda a extensão do litoral cearense. O cenário vai de praias com o mar calmo até picos com boas ondas, lagoas cristalinas, barras de rio, coqueirais e lindas dunas.   Para quem curte o turismo de aventura, conhecer o Ceará deve estar na lista. Quem já conhece sempre volta para viver novas experiências e desbravar os diversos destinos na região. Confira: www.descubraceara.com   A localização, topografia e clima formam o cenário ideal para quem busca os esportes e diversão. Os ventos alí­sios sopram na região durante todo o segundo semestre do ano e, muitas vezes, se estendem até o Ano Novo e Carnaval.   (Praia do Cumbuco – Ceará / Governo do Estado do Ceará content)   Com as caracterí­sticas perfeitas de clima e vento, o Ceará tem um histórico em sediar etapas de campeonatos regionais, brasileiros e mundiais. No último ano, a Praia do Cumbuco, próxima a Fortaleza, e a Praia do Preá, ao lado da internacional, Jericoacoara, receberam as etapas do circuito mundial de Freestyle e Freestyle Strapless.   Vale destacar, também, que os melhores atletas do mundo do kite são big riders cearenses! E novos talentos, seguem aparecendo e se destacando.   Desde povoados menores e paisagens bucólicas até vilarejos estruturados e um visual de “tirar o fôlego”, quem visita a região se surpreende com a cena paradisí­aca, com a cultura local, culinária e especiarias.   Vale conferir as opções e se planejar para conhecer o que mais chama a atenção: atividades, gastronomia, esportes e turismo para todos os gostos.   O Ceará está preparado e de portas abertas para receber os turistas do mundo inteiro! Descubra Ceará você também!   (Praia de Jericoacoara – Ceará / Governo do Estado do Ceará content)

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OCEAN RODEO 2020

(Photo de destaque: Ocean Rodeo / Ocean Rodeo content)   A Ocean Rodeo acabou de lançar sua linha de produtos 2020. Para a nova coleção, a marca vem com a proposta dos kites mais resistentes e leves do mercado.   O grande destaque do lançamento 2020 é a nova tecnologia: Aluula Project, um tecido de alta tecnologia muito mais resistente e leve que os utilizados no mercado atual para kites tubulares.   (Gleiten TV youtube channel content) Os novos equipamentos foram projetados e desenvolvidos com os materiais de ponta da Tejin e Challenger para atingir alta performance e resistência. Para 2020, o Flite e o Roam vem como kites extremamente leves para alto desempenho em ventos mais brandos e melhor drift. O Prodigy, Razor e Crave trazem uma durabilidade reforçada para velejos mais radicais e condições extremas. Confira mais: Ocean Rodeo Kiteboarding  (Ocean Rodeo youtube channel content)    

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O LITORAL É MÃO DUPLA ”“ DE ATINS AO PREÁ, 280 KM CONTRA O VENTO

  Relato por ANDRÉ PENNA – redação e fotos   O trecho da costa do Brasil que vai de Fortaleza aos Lençois Maranhenses é o melhor lugar do mundo para fazer longa distância de kitesurf. Virado para o Norte, com vento super constante, água quente, vilarejos receptivos, ausência de ondas grandes e costões rochosos, fazem com que esse trecho esteja se tornando a meca mundial de travessias longas de kitesurf, que muitos chamam de “Downwind”.   A expressão: Downwind, significa navegar a favor do vento. Em português, a tradução seria “de vento em popa”. Há quatro anos, comecei a guiar kitesurfistas em “Downwinds” na região.   Ao que tudo indicava, no mundo do kitesurf, este litoral era via de mão única. Sempre do leste para o oeste, empurrado pelo generoso vento alí­sio de Leste. No entanto, o hydrofoil chegou para quebrar paradigmas. Este novo tipo de prancha permite navegar contra o vento, desafiar essa força tão grandiosa.   A rota que costumo guiar é do Preá, vizinho de Jericoacoara, ao Atins, nos Lençóis Maranhenses. São 280 quilômetros vento abaixo, de extrema beleza! Decidi fazer a rota ao contrário, contra o vento, nos mesmos 5 dias que gastamos no Surfin Sem Fim. Em cada dia, eu percorreria entre 50 e 60 quilômetros de litoral.   Detalhes sutis fazem a diferença ! O litoral ali é virado para o norte, em alguns pedaços inclina para nordeste. Nos trechos virados para o norte, o zigue zague é muito maior, mais do que dobrando a distância. Onde é virado para nordeste, veleja-se mais paralelo a costa, diminuindo muito o zigue zague. A diferença é brutal.   Outro fator que afeta muito a navegação é a sutil mudança de direção do vento que ocorre na passagem da manhã para a tarde. De manhã o vento vem de sudeste, da terra para o mar. De tarde, ele inclina para nordeste, vindo do mar, e facilitando bastante a minha tarefa de navegar rumo ao Preá. O zigue zague dá lugar a bordos maiores quase paralelos a costa.   DIA 1   Saio de Atins no dia 2 de agosto. Espero o vento virar para maral (de sudeste para nordeste), o que só ocorre após í s 13:00. Era um trecho em que o litoral é virado para nordeste, mais fácil. Faço um pequeno zigue zague para sair da foz do Rio Preguiça, e sigo em, somente, um bordo naquela imensa praia até Paulino Neves, onde paro para comer.   Estava navegando sem apoio; levava tudo que precisa em minha mochila a prova d’água. Levava somente um kite: um F-one Furtive 10 metros, um modelo de kite bom de contra-vento, com um alto “Aspect Ratio”. Quanto mais esticado é o formato do kite, mais ele é bom de orça.   Saboreio um delicioso sanduba de berinjela que peguei na Vila Guará, pela praia do amor, contorno uma ilha de areia, e chego no vilarejo do Arpoador, um pequeno paraí­so 10 km antes de Tutóia. Sou recebido pelo pessoal da posada NAK (Nativo Arpoador Kitesurf). Você ainda vai ouvir falar muito nesse tal de Arpoador, será o novo point do kitesurf.   50 quilômetros de litoral   71 quilômetros navegados no GPS   Repare o litoral inclinado para nordeste, e os bordos longos   DIA 2   Esse era o dia mais temido! Pela frente, eu tinha o Delta do Parnaí­ba, um trecho de litoral totalmente selvagem e sem apoio. São diversas ilhas e grande bocas de rio com muita correnteza e variação de maré. É um lugar fantástico e intimidador!   Saí­ cedo do Arpoador, í s 9:00. Tinha total respeito por aquele trecho. Tempo é segurança. O vento sudeste aumenta meu zigue zague. A maré estava vazando com muita força, era dia de lua nova. Me aproximo de Tutóia, e invisto rumo a ponta da Melancieira, o pedacinho que eu mais temia de toda a viagem. A exposição seria grande para contornar aquela ponta.   Entro na correnteza do canal da barra de Tutóia. A correnteza era tão violenta que a água ficava turbulenta, com redemoinhos. A correnteza, na mesma direção do vento, me faz perder potência e ângulo de orça. Volto para praia para fugir da correnteza. Sigo perto da beira, ganhando altura no vento e, ao me aproximar de Tutóia, invisto novamente rumo a ponta, desta vez com ângulo de sobra. Novamente afundo na correnteza e perco ângulo, mas vou seguindo assim mesmo. Aguá barrenta e turbulenta, puxando para o oceano, e o vento falhado, me fazem sentir medo. Sigo controlando minha respiração.   Finalmente, contorno aquela ponta, sabendo que se algo falhasse ali, eu estaria em sérios apuros. Aquela ponta se projeta quilômetros mar adentro, com vento e correnteza puxando para fora. Contornei lentamente, e fiquei eufórico de vencer o obstáculo. Eu estava no incrí­vel Delta do Parnaí­ba!   O difí­cil contorno da ponta da Melancieira. Note a perda de ângulo quando entra no canal.   Passo o rio da Melancieira, e sigo em um longo zigue zague, com vento fraco, até a Barra do Caju, que é a maior boca de rio do Delta. Paro logo antes para uma rápida boquinha, e decido atravessar, mesmo com vento fraco. A maré estava muito seca e a situação complicada, com muitos bancos de areia. O mar parecia uma máquina de lavar. Vou negociando com os bancos, e bato em 2 deles, tomo capotes! Toco para o meio do oceano, para me livrar dos bancos, e me sinto exposto novamente.   Uma vez vencida a barra do Caju, o vento melhorou. Aumentou a potência e inclinou mais para maral. A partir dali, sigo bem rápido, ganhando 2 vezes mais litoral por hora do que antes. Ao chegar na Ilha dos Poldros, eram 15:00, e penso que eu teria tempo para chegar em Barra Grande naquele mesmo dia, ganhando um dia de viagem. Deveria aproveitar as boas condições da tarde. Passo batido pela Ilha dos Poldros.   Alguns quilômetros na frente, penso que era uma irresponsabilidade não parar na Ilha dos Poldros, um dos lugares mais fantásticos de todo litoral. Afinal, eu não estava ali para bater recorde de velocidade, o mais importante era o meu prazer no que estava fazendo.   Então, dou

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CORE KITEBOARDING: SECTOR 3

(Photo de destaque: Sector 3 / Core Kiteboarding content)   A Core Kiteboarding lançou o Sector 3, o seu kite 100% projetado para wave style e strapless. O Specialized Series Division da marca, é o departamento dedicado a produtos exclusivos e com foco e finalidades únicas, o Sector 3 foi a “bola da vez”. Objetivo: dropar altas ondas e fazer altas manobras!   Para 2020, o Kite matem as mesmas caracterí­sticas da sua versão anterior, com melhoras nos sistemas de ajustes para manobrabilidade, direções e range de vento   O destaque para o Section 3 é o CIT Mode, uma regulagem especí­fica para as diferentes condições de vento: gerais, ON e OFF shore. Para o cenário onshore, a regulagem permite que o kite fique mais ao fundo da janela, otimizando o drift nas ondas. Já na cena offshore, o kite fica mais a frente na janela, proporcionando maior potência e velocidade no avanço.   Confira mais informações: Section 3.    (Core Kiteboarding youtube channel content)    

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DUOTONE KITEBOARDING: VEGAS 2020

(Photo de destaque: Vegas 2020 / photo: Toby Bronwich / Duotone Kiteboarding content)   A Duotone Kiteboarding lançou a versão 2020 de um dos seus maiores clássicos: o Vegas. O kite  C shape é 100% desenvolvido para o freestyle e wakestyle.   Grandes nomes, como: Aaron Hadlow, Lewis Crathern, Mikaili Sol e Alex Neto, escolhem o Vegas como o Kite de melhor performance para as suas competições. Por diversas vezes, o kite esteve no topo de pódio de grandes eventos, como no GKA Freestyle World Tour e King of the Air.   (Mikaili Sol / photo: Toby Bronwich / Duotone Kiteboarding content)   Com um design C Shape de 5 talas, o Vegas se destaca por ser um kite responsivo, ao mesmo tempo que tem um alto poder de depower, gerando a folga necessária para o desempenho das manobras. Para a versão 2020, as 3 opções de regulagem, o design do bordo de ataque mais estreito e um material mais leve, otimizam a alta performance do equipamento.   Veja mais: Vegas 2020 – Duotone Kiteboarding (Duotone Kiteboarding Youtube channel content)    

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