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DESCUBRA OS BONS VENTOS DO CEARÁ

  Publieditorial (Photo de destaque: Praia de Jericoacoara – Ceará / Governo do Estado do Ceará content)   As belezas naturais e os Bons Ventos fazem do Ceará uma das regiões mais famosas e procuradas do mundo para o turismo de aventura, principalmente, pelos velejadores e entusiastas do Kitesurf e Windsurf.   São muitos os vilarejos charmosos e “cantinhos especiais” a serem descobertos por toda a extensão do litoral cearense. O cenário vai de praias com o mar calmo até picos com boas ondas, lagoas cristalinas, barras de rio, coqueirais e lindas dunas.   Para quem curte o turismo de aventura, conhecer o Ceará deve estar na lista. Quem já conhece sempre volta para viver novas experiências e desbravar os diversos destinos na região. Confira: www.descubraceara.com   A localização, topografia e clima formam o cenário ideal para quem busca os esportes e diversão. Os ventos alí­sios sopram na região durante todo o segundo semestre do ano e, muitas vezes, se estendem até o Ano Novo e Carnaval.   (Praia do Cumbuco – Ceará / Governo do Estado do Ceará content)   Com as caracterí­sticas perfeitas de clima e vento, o Ceará tem um histórico em sediar etapas de campeonatos regionais, brasileiros e mundiais. No último ano, a Praia do Cumbuco, próxima a Fortaleza, e a Praia do Preá, ao lado da internacional, Jericoacoara, receberam as etapas do circuito mundial de Freestyle e Freestyle Strapless.   Vale destacar, também, que os melhores atletas do mundo do kite são big riders cearenses! E novos talentos, seguem aparecendo e se destacando.   Desde povoados menores e paisagens bucólicas até vilarejos estruturados e um visual de “tirar o fôlego”, quem visita a região se surpreende com a cena paradisí­aca, com a cultura local, culinária e especiarias.   Vale conferir as opções e se planejar para conhecer o que mais chama a atenção: atividades, gastronomia, esportes e turismo para todos os gostos.   O Ceará está preparado e de portas abertas para receber os turistas do mundo inteiro! Descubra Ceará você também!   (Praia de Jericoacoara – Ceará / Governo do Estado do Ceará content)

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OCEAN RODEO 2020

(Photo de destaque: Ocean Rodeo / Ocean Rodeo content)   A Ocean Rodeo acabou de lançar sua linha de produtos 2020. Para a nova coleção, a marca vem com a proposta dos kites mais resistentes e leves do mercado.   O grande destaque do lançamento 2020 é a nova tecnologia: Aluula Project, um tecido de alta tecnologia muito mais resistente e leve que os utilizados no mercado atual para kites tubulares.   (Gleiten TV youtube channel content) Os novos equipamentos foram projetados e desenvolvidos com os materiais de ponta da Tejin e Challenger para atingir alta performance e resistência. Para 2020, o Flite e o Roam vem como kites extremamente leves para alto desempenho em ventos mais brandos e melhor drift. O Prodigy, Razor e Crave trazem uma durabilidade reforçada para velejos mais radicais e condições extremas. Confira mais: Ocean Rodeo Kiteboarding  (Ocean Rodeo youtube channel content)    

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O LITORAL É MÃO DUPLA ”“ DE ATINS AO PREÁ, 280 KM CONTRA O VENTO

  Relato por ANDRÉ PENNA – redação e fotos   O trecho da costa do Brasil que vai de Fortaleza aos Lençois Maranhenses é o melhor lugar do mundo para fazer longa distância de kitesurf. Virado para o Norte, com vento super constante, água quente, vilarejos receptivos, ausência de ondas grandes e costões rochosos, fazem com que esse trecho esteja se tornando a meca mundial de travessias longas de kitesurf, que muitos chamam de “Downwind”.   A expressão: Downwind, significa navegar a favor do vento. Em português, a tradução seria “de vento em popa”. Há quatro anos, comecei a guiar kitesurfistas em “Downwinds” na região.   Ao que tudo indicava, no mundo do kitesurf, este litoral era via de mão única. Sempre do leste para o oeste, empurrado pelo generoso vento alí­sio de Leste. No entanto, o hydrofoil chegou para quebrar paradigmas. Este novo tipo de prancha permite navegar contra o vento, desafiar essa força tão grandiosa.   A rota que costumo guiar é do Preá, vizinho de Jericoacoara, ao Atins, nos Lençóis Maranhenses. São 280 quilômetros vento abaixo, de extrema beleza! Decidi fazer a rota ao contrário, contra o vento, nos mesmos 5 dias que gastamos no Surfin Sem Fim. Em cada dia, eu percorreria entre 50 e 60 quilômetros de litoral.   Detalhes sutis fazem a diferença ! O litoral ali é virado para o norte, em alguns pedaços inclina para nordeste. Nos trechos virados para o norte, o zigue zague é muito maior, mais do que dobrando a distância. Onde é virado para nordeste, veleja-se mais paralelo a costa, diminuindo muito o zigue zague. A diferença é brutal.   Outro fator que afeta muito a navegação é a sutil mudança de direção do vento que ocorre na passagem da manhã para a tarde. De manhã o vento vem de sudeste, da terra para o mar. De tarde, ele inclina para nordeste, vindo do mar, e facilitando bastante a minha tarefa de navegar rumo ao Preá. O zigue zague dá lugar a bordos maiores quase paralelos a costa.   DIA 1   Saio de Atins no dia 2 de agosto. Espero o vento virar para maral (de sudeste para nordeste), o que só ocorre após í s 13:00. Era um trecho em que o litoral é virado para nordeste, mais fácil. Faço um pequeno zigue zague para sair da foz do Rio Preguiça, e sigo em, somente, um bordo naquela imensa praia até Paulino Neves, onde paro para comer.   Estava navegando sem apoio; levava tudo que precisa em minha mochila a prova d’água. Levava somente um kite: um F-one Furtive 10 metros, um modelo de kite bom de contra-vento, com um alto “Aspect Ratio”. Quanto mais esticado é o formato do kite, mais ele é bom de orça.   Saboreio um delicioso sanduba de berinjela que peguei na Vila Guará, pela praia do amor, contorno uma ilha de areia, e chego no vilarejo do Arpoador, um pequeno paraí­so 10 km antes de Tutóia. Sou recebido pelo pessoal da posada NAK (Nativo Arpoador Kitesurf). Você ainda vai ouvir falar muito nesse tal de Arpoador, será o novo point do kitesurf.   50 quilômetros de litoral   71 quilômetros navegados no GPS   Repare o litoral inclinado para nordeste, e os bordos longos   DIA 2   Esse era o dia mais temido! Pela frente, eu tinha o Delta do Parnaí­ba, um trecho de litoral totalmente selvagem e sem apoio. São diversas ilhas e grande bocas de rio com muita correnteza e variação de maré. É um lugar fantástico e intimidador!   Saí­ cedo do Arpoador, í s 9:00. Tinha total respeito por aquele trecho. Tempo é segurança. O vento sudeste aumenta meu zigue zague. A maré estava vazando com muita força, era dia de lua nova. Me aproximo de Tutóia, e invisto rumo a ponta da Melancieira, o pedacinho que eu mais temia de toda a viagem. A exposição seria grande para contornar aquela ponta.   Entro na correnteza do canal da barra de Tutóia. A correnteza era tão violenta que a água ficava turbulenta, com redemoinhos. A correnteza, na mesma direção do vento, me faz perder potência e ângulo de orça. Volto para praia para fugir da correnteza. Sigo perto da beira, ganhando altura no vento e, ao me aproximar de Tutóia, invisto novamente rumo a ponta, desta vez com ângulo de sobra. Novamente afundo na correnteza e perco ângulo, mas vou seguindo assim mesmo. Aguá barrenta e turbulenta, puxando para o oceano, e o vento falhado, me fazem sentir medo. Sigo controlando minha respiração.   Finalmente, contorno aquela ponta, sabendo que se algo falhasse ali, eu estaria em sérios apuros. Aquela ponta se projeta quilômetros mar adentro, com vento e correnteza puxando para fora. Contornei lentamente, e fiquei eufórico de vencer o obstáculo. Eu estava no incrí­vel Delta do Parnaí­ba!   O difí­cil contorno da ponta da Melancieira. Note a perda de ângulo quando entra no canal.   Passo o rio da Melancieira, e sigo em um longo zigue zague, com vento fraco, até a Barra do Caju, que é a maior boca de rio do Delta. Paro logo antes para uma rápida boquinha, e decido atravessar, mesmo com vento fraco. A maré estava muito seca e a situação complicada, com muitos bancos de areia. O mar parecia uma máquina de lavar. Vou negociando com os bancos, e bato em 2 deles, tomo capotes! Toco para o meio do oceano, para me livrar dos bancos, e me sinto exposto novamente.   Uma vez vencida a barra do Caju, o vento melhorou. Aumentou a potência e inclinou mais para maral. A partir dali, sigo bem rápido, ganhando 2 vezes mais litoral por hora do que antes. Ao chegar na Ilha dos Poldros, eram 15:00, e penso que eu teria tempo para chegar em Barra Grande naquele mesmo dia, ganhando um dia de viagem. Deveria aproveitar as boas condições da tarde. Passo batido pela Ilha dos Poldros.   Alguns quilômetros na frente, penso que era uma irresponsabilidade não parar na Ilha dos Poldros, um dos lugares mais fantásticos de todo litoral. Afinal, eu não estava ali para bater recorde de velocidade, o mais importante era o meu prazer no que estava fazendo.   Então, dou

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CORE KITEBOARDING: SECTOR 3

(Photo de destaque: Sector 3 / Core Kiteboarding content)   A Core Kiteboarding lançou o Sector 3, o seu kite 100% projetado para wave style e strapless. O Specialized Series Division da marca, é o departamento dedicado a produtos exclusivos e com foco e finalidades únicas, o Sector 3 foi a “bola da vez”. Objetivo: dropar altas ondas e fazer altas manobras!   Para 2020, o Kite matem as mesmas caracterí­sticas da sua versão anterior, com melhoras nos sistemas de ajustes para manobrabilidade, direções e range de vento   O destaque para o Section 3 é o CIT Mode, uma regulagem especí­fica para as diferentes condições de vento: gerais, ON e OFF shore. Para o cenário onshore, a regulagem permite que o kite fique mais ao fundo da janela, otimizando o drift nas ondas. Já na cena offshore, o kite fica mais a frente na janela, proporcionando maior potência e velocidade no avanço.   Confira mais informações: Section 3.    (Core Kiteboarding youtube channel content)    

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DUOTONE KITEBOARDING: VEGAS 2020

(Photo de destaque: Vegas 2020 / photo: Toby Bronwich / Duotone Kiteboarding content)   A Duotone Kiteboarding lançou a versão 2020 de um dos seus maiores clássicos: o Vegas. O kite  C shape é 100% desenvolvido para o freestyle e wakestyle.   Grandes nomes, como: Aaron Hadlow, Lewis Crathern, Mikaili Sol e Alex Neto, escolhem o Vegas como o Kite de melhor performance para as suas competições. Por diversas vezes, o kite esteve no topo de pódio de grandes eventos, como no GKA Freestyle World Tour e King of the Air.   (Mikaili Sol / photo: Toby Bronwich / Duotone Kiteboarding content)   Com um design C Shape de 5 talas, o Vegas se destaca por ser um kite responsivo, ao mesmo tempo que tem um alto poder de depower, gerando a folga necessária para o desempenho das manobras. Para a versão 2020, as 3 opções de regulagem, o design do bordo de ataque mais estreito e um material mais leve, otimizam a alta performance do equipamento.   Veja mais: Vegas 2020 – Duotone Kiteboarding (Duotone Kiteboarding Youtube channel content)    

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GKA KITE-SURF WORLD CUP DAKHLA

  (Photo de destaque: GKA Kite-surf World Cup / photo: Ydwer van der Heide / GKA content)   Amanhã (09/10), começa a penúltima etapa do circuito mundial de kite-surf de 2019: GKA Kite-surf World Cup. Os melhores do mundo estão reunidos em Dakhla, no Marrocos, para uma competição alucinante.   O evento será realizado em frente ao Westpoint Hotel e os critérios dos juí­zes serão de acordo com as condições, podendo variar entre wave e strapless freestyle.   Confira o Ranking Geral 2019 até o momento:   Masculino KITE-SURF:   1. Airton Cozzolino (CV) 6267 2. James Carew (AUS) 6168 3. Mitu Monteiro (CV) 6119 4. Jan Marcos Riveras (DR) 5921 5. Pedro Matos (BRA) 5756   Tem Brasil! Vamos torcer!   (O big rider brazuca, Pedro Matos /photo: Svetlana Romantsova /Pedro Matos social media content)   Feminino KITE-SURF:    1. Carla Herrera-Oria (ESP) 6234 2. Charlotte Carpentier (FRA) 6036 3. Johanna Catarina-Edin (SWE) 5937 4. Frances Kelly (AUS) 5838 5. Peri Roberts (AUS) 5739   Para acompanhar AO VIVO, confira: GKA Kite-surf World Cup   Vale lembrar que a última etapa e grande final do circuito GKA Kite-surf World Tour será na Praia do Preá, no Ceará, entre os dias 12 e 16 de novembro. A segunda edição do Ceará Kite Pro vem com tudo para definir quem serão os coroados em 2019!   (Airton Cozzolino durante o Ceará Kite Pro / photo: Ydwer van der Heide / Ceará Kite Pro content)    

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GKA FREESTYLE WORLD CUP DAKHLA: RESULTADOS

  (Photo de destaque: GKA Freestyle World Cup Dakhla /photo: Ydwer van der Heide/ GKA content)   Entre os dias 4 e 6/10 rolou a GKA Freestyle World Cup em Dakhla, no Marrocos. Os melhores do mundo se enfrentaram em ventos fortes na lagoa da região, em frente ao Daklha Attitude, e os resultados foram surpreendentes.   Na categoria masculina, infelizmente, os nossos atletas brazucas Carlos Mario “Bebê” e Erick Anderson, foram eliminados nas quartas de final e semi-finais, respectivamente. Mas mandaram muito bem e lutaram forte! Parabéns aos nossos riders! A final foi entre o jovem colombiano, Valentin Rodriguez, o francês, Nicolas Delmas, o big rider espanhol, Liam Whaley, e o dominicano lí­der do ranking geral, Adeuri Corniel.   (Valentin Rodrigues / photo: Ydwer van der Heide / GKA content)   Quem levou o tí­tulo desta vez foi o mais jovem dos riders. O colombiano, Valentin Rodriguez, se destacou durante as outras etapas e desta vez, em Daklha, ele explodiu em manobras alucinantes e subiu no topo do pódio.   Freestyle masculino Daklha   1. Valentin Rodriguez (COL): 36.13 2. Liam Whaley (ESP): 34.1 3. Adeuri Corniel (DR): 32.9 4. Nicolas Delmas (FRA): 14.2 (se lesionou e se retirou após a 5ª manobra)   Ranking Geral 2019   1. Adeuri Corniel – 8219 points 2. Valentin Rodriguez – 8186 3. Maxime Chabloz – 8103 4. Carlos Mario – 8070 5. Liam Whaley – 8070   (Pódio masculino / photo: Ydwer van der Heide / GKA content)   Na categoria feminina, a felicidade brasileira foi em dobro! As big riders, Mikaili Sol e Bruna Kajiya enfrentaram a tcheca, Paula Novotna, e a jovem espanhola, Claudia Leon, e subiram nos lugares mais altos do pódio.   Freestyle Feminino Dakhla   1. Mikaili Sol (BRA): 31.4 points 2. Bruna Kajiya (BRA): 20.57 3. Paula Novotna (CZE): 20.4 4. Claudia Leon (ESP): 11.2   Ranking Geral 2019   1. Mikaili Sol – 6300 points 2. Bruna Kajiya – 6168 3. Paula Novotna – 6102 4. Pippa van Iersel – 6102 5. Rita Arnaus – 6036   Agora, entre os dias 09 e 13/10, começa a GKA Kite-surf World Cup e tem Brasil! Cobertura ao vivo: GKA Kite-surf World Cup   (Pódio feminino / photo: Ydwer van der Heide / GKA content)

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KITEFOIL WORLD SERIES CAGLIARI: RESULTADOS

(Photo de destaque: KiteFoil World Series Cagliari / IKA content)   Entre os dias 02 e 06/10 rolou a última etapa do circuito mundial: KiteFoil World Series Cagliari, na Sardenha, Itália.   Após 4 etapas, os melhores do mundo na modalidade foram coroados. Na categoria masculina, o ranking geral foi dominado pelos franceses, com Axel Mazella no topo do pódio; e na feminina, a norte-americana e tetracampeã de Formula Kite, Daniela Moroz, adicionou mais um tí­tulo í  sua coleção. Confira os resultados:   2019 KiteFoil World Series ranking – Masculino   1. Axel Mazella (FRA) 2. Nico Parlier (FRA) 3. Maxime Nocher (FRA)   (Daniela Moroz / IKA content)   2019 KiteFoil World Series ranking – Feminino   1. Daniela Moroz (USA) 2. Elena Kalinina (RUS) 3. Kirstyn O”™Brien (USA)   “Eu me sinto muito bem”, diz Daniela Moroz. “Este último dia foi realmente difí­cil. Ficou um pouco complicado lá fora. Estou muito feliz porque esse é o único tí­tulo que eu não tinha até agora. Estou muito feliz por finalmente conseguir isso no cenário internacional.”   Para os resultados completos, confira: KiteFoil World Series    

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UPWIND COM BRUNO LOBO

  Relato por Bruno Lobo (redação e fotos) TRAVESSIA SíO LUíS – ATINS   Há uns 2 anos, já pensava em fazer essa aventura, mas diante da correria do dia a dia e competições, não encontrava uma data adequada para fazer. Então, surgiu a oportunidade de fazer nesse fim de semana (28/09) e alguns amigos estariam em Atins e poderia voltar com eles para São Luí­s.   Fiz esse trecho no ano passado com o Andre Penna, um cara que admiro e com certeza me inspirou para esse desafio, porém fizemos de downwind e em dois dias, dessa vez faria contra o vento e apenas em um dia. Sabia que não seria fácil e confesso que estava receoso de não conseguir, pois não sabia como meu corpo iria reagir diante de tantas horas de velejo em condições extremas.   (Preparação)   A preparação foi feita ao longo da semana que antecedeu a travessia, não tive muito tempo para planejar. Alguns amigos me ajudaram emprestando alguns materiais como o próprio kite, já que costumo usar kites foil e preferi fazer a travessia de kite tubular pela facilidade de pousar,  caso precisasse, e de funcionar como auto-resgate, me emprestaram também bolsa impermeável, gps, enfim, não seria possí­vel sem eles. Levei uma bolsa com biscoitos, pão, barras de cereal, 4 litros de água mais 2 litros no camelback, três facas, tesoura, já que há muitas redes no caminho, gps com rastreador. Fui preparado para passar um dia no deserto dos lençóis, caso não chegasse a tempo.   Enfim chegou o grande dia! Saí­ de São Luí­s no sábado, dia 28/09/2019, í s 09:30 da manhã, um pouco tarde devido ao rastreador ter dado problema e estava tentando solucionar, se não iria desistir da travessia. No limite de tempo que tinha estipulado, isso me deixou com uma tensão a mais, já que sabia que não tinha margem para parar muito, tinha que ser certeiro e andar no ritmo que havia planejado.   As condições estavam boas, vento de aproximadamente 20 knots, e resolvi usar o kite Ozone Edge V9 9m e minha prancha de competição.   Durante esse percurso até Atins, existem duas grandes baí­as de aproximadamente 20km, de São José de Ribamar e a Baí­a do Tubarão, dois trechos onde não se olha praticamente terra e você fica totalmente em alto mar com condições extremas de maré.   (A saí­da)   Antes de entrar na primeira baí­a, por volta de 40 km de velejo senti que não seria fácil e me questionei se conseguiria. Piorou! Pois logo após, bati em um banco de areia no meio da mar, um trecho cheio de armadilhas, rede de pesca, espinhais e bancos de areia, e tive um avaria na minha caixa de quilha, o mastro entrou na prancha e os parafusos ficaram sobressaltados logo onde eu coloco o pé de trás para fazer força na orça. Pensei em voltar e desistir, mas sabia que não teria outra oportunidade de fazer essa aventura tão cedo e decidi continuar e atravessar a primeira baí­a.   O parafuso estava incomodando muito, mas fui me adaptando aquela dor e desconforto, com certeza o ritmo caiu um pouco devido a esse problema. Meu plano era parar em Ilha de Santana, uma ilha que tem um grande farol e que fica entre as duas baí­as. Mas devido ao tempo, já era aproximadamente 1 hora da tarde e 110km de velejo, resolvi continuar sem parar e enfrentar direto a temida Baí­a do Tubarão rumo aos Lençóis Maranhenses.   (avaria no mastro e prancha)   Não parava de pensar na chegada, queira chegar! Era o que passava na minha cabeça a todo tempo; foi quando refleti e entendi que essa travessia é como a vida:   – “í s vezes pensamos tanto em algo que queremos, seja uma aprovação, uma viagem, um bem material, uma vitória, enfim, e esquecemos do processo, da trajetória, do dia a dia. Comecei a apreciar tudo em minha volta, as belezas do litoral, o quão frágil estava me sentindo no meio do mar, como uma gota d’água no oceano, com medo e sentido aquela dor no pé, assim é a vida! Muitas vezes vamos ter tropeços, vamos sentir dor, mas temos que continuar, aproveitando cada dia, cada momento, porque o mais importante não é chegar, não é o resultado, mas todo o processo e trabalho duro diário, isso faz valer a pena e fez valer cada segundo da travessia e da vida.”   (desfrutar a aventura, o caminho)   Voltando, foi um dos piores trechos em relação ao mar mexido. Ao me aproximar da costa, na praia de Travosa, uma praia conhecida pelas ondas grandes, senti que estava num liquidificador, a prancha estava totalmente instável e pensei que havia até quebrado a asa. Parei para verifcar e vi que realmente era devido a corrente daquela região que havia um encontro de rio com o mar, 20 km que pareceram uma eternidade.   Me senti cansado, a lombar estava fadigada e resolvi parar para me hidratar e comer já que a água do camelback havia acabado, foi a única parada da travessia. Coincidentemente, avistei três pescadores e pude trocar uma ideia que me motivou e deu forças para seguir, primeiro porque eles falaram que dali em diante o litoral favoreceria um pouco mais a orça e, segundo, porque eles falaram que eu não chegaria a tempo, já eram 14h15, isso me instigou ainda mais. Queria mostrar para eles, mesmo sabendo que talvez não os viria novamente, pelo menos não tão cedo, parei aproximadamente 10-15 min e segui novamente.   Tentei manter a constância e tentei acelerar o ritmo, já havia velejado 155km e faltavam em torno de 70km em linha reta, nos lençóis a proporção de orça estava de 1:3, 1 km entrava no mar e 3km progredia no litoral, não estava tão fácil quanto imaginava.   O tempo foi passando, o sol foi baixando e eu não sabia onde estava, se faltava muito ou pouco. Comecei a achar que não seria possí­vel, estava velejando km após km na esperança de que por volta dos 230km – 250km chegasse, porém passou os 250km de velejo e já eram, aproximadamente, 5 horas da

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GKA KITE WORLD TOUR DAKHLA

(Photo de destaque: GKA Kite World Tour / GKA content)   Entre os dias 04 e 13 de Outubro, os melhores do mundo estarão reunidos em Dakhla, no Marrocos, para mais um campeonato mundial em “dose dupla” da GKA Kite World Tour.   O evento irá reunir as duas modalidades: o Freestyle e o Kite-surf. Este será o terceiro evento do ano com as duas classes juntas. E vai ser tudo transmitido AO VIVO!   As competições serão divididas da seguinte maneira: > 04 ao 08/10 – Freestyle > 09 ao 13/10 – Kite-surf   (GKA content)   O GKA Freestyle acontece na lagoa, em frente ao Dakhla Atittude Camp, um spot referência em outros mundiais do esporte. Confira como está o Ranking Geral 2019 da modalidade:   Masculino FREESTYLE:    1. Adeuri Corniel (DR) 6185 points 2. Maxime Chabloz (CH) 6119 3. Carlos Mario (BRA) 6086 4. Valentin Rodriguez (COL) 6086 5. Gianmaria Coccoluto (ITA) 6020 6. Liam Whaley (SPN) 6003   Feminino FREESTYLE:   1. Mikaili Sol (BRA) 6297 2. Bruna Kajiya (BRA) 6102 3. Pippa van Iersel (NED) 6102 4. Paula Novotna (CZE) 6020 5. Rita Arnaus (ESP) 5904   (GKA content)   O GKA Kite-surf será no mar, em frente ao Westpoint Hotel, e os critérios dos juí­zes serão de acordo com as condições, podendo variar entre wave e strapless freestyle. Confira o Ranking Geral 2019 até o momento:   Masculino KITE-SURF:     1. Airton Cozzolino (CV) 6267 2. James Carew (AUS) 6168 3. Mitu Monteiro (CV) 6119 4. Jan Marcos Riveras (DR) 5921 5. Pedro Matos (BRA) 5756   Feminino KITE-SURF:   1. Carla Herrera-Oria (ESP) 6234 2. Charlotte Carpentier (FRA) 6036 3. Johanna Catarina-Edin (SWE) 5937 4. Frances Kelly (AUS) 5838 5. Peri Roberts (AUS) 5739   Tem muito Brasil nesses rankings! Vamos seguir na torcida pelos nossos grandes atletas. Para acompanhar ao vivo as competições, confira os links: GKA Freestyle World Cup GKA Kite-surf World Cup   (GKA youtube channel content)    

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