
A expedição de Loic Cappellin, um suíço de 26 anos, partiu no início de 2025 com a ambição de ligar a Escandinávia (Ártico) à Guiana Francesa (Amazônia) usando apenas força humana. Ao longo da jornada, ele se deslocou exclusivamente por esqui, bicicleta, trekking, rafting, velejo e packrafting.
Durante a travessia pela Europa, Cappellin pedalou impressionantes 7.000 km até alcançar o Mediterrâneo e, no começo de outubro de 2025, chegou ao Atlântico. Em dezembro de 2025 ele cruzou o Atlântico e atingiu a Guiana Francesa; a etapa final pela floresta foi feita com uma combinação de caminhada e packrafting por cerca de 10 dias.

A travessia foi concluída na Guiana Francesa, com ponto de chegada inicial no vilarejo de Saul; moradores de Saul aconselharam o aventureiro a não entrar sozinho na floresta. A partida da trilha amazônica ocorreu em 3 de fevereiro de 2026, marcando o início de uma jornada exigente.
No primeiro dia na mata percorreu 18 km antes de parar junto a um pântano; ao final do terceiro dia alcançou a Crique Couy. Na tentativa de navegação pela Crique Couy avançou apenas 700 metros em uma hora, trecho que o aventureiro considerou inviável, sobretudo porque o leito estava tomado por árvores caídas e exigia carregos constantes do packraft.
O packraft rasgou ao atingir um galho submerso; foi feito um remendo temporário e um reparo posterior durante a noite. Em uma portagem ele sofreu torção no tornozelo, aguardou 24 horas para a cola secar e para descanso, e ainda enfrentou mais de 10 corredeiras que exigiram portagens com o tornozelo sensível.
Ao atingir o rio Approuague percorreu 45 km em um dia e 57 km no dia seguinte, passando pelo último posto de controle da Legião Estrangeira Francesa. A jornada foi formalmente encerrada com os quilômetros finais rio acima até o município de Régina, concluída em 12 de fevereiro de 2026.